Um dos ramos de maior investimento em Cachoeira e São Felix é o de carro de som. É o meio de comunicação mais eficaz e de êxito, já que não existe um jornal de circulação local de grande porte, muito menos uma emissora local de televisão.
Os fins desse mecanismo de publicidade são variados. Vai desde notas de falecimento, a propagandas dos monopólios de mercados.
Na funerária de cachoeira, por exemplo, para cada caixão comprado, o cliente ganha o anúncio da morte de seu parente, ou afins, para o resto da comunidade. “Temos que competir no mercado de cachoeira, que apesar de cidade pequena, tem grande potencial para vendas e o único meio de propaganda, além da radio local, são os carros de som”, afirma o vendedor de materiais variados J. Lima.
E não é só para vendas que os carros de sons são contratados. Estudantes da UFRB, por exemplo, os contrataram para participar do trote e fizeram a maior festa na cidade pacata de Cachoeira. Além, é claro, de campanhas do governo, comícios de possíveis governantes e festas em cidades próximas.
“O carro de som, diferente das cidades grandes, Salvador e Feira de Santana, é um ótimo negócio para quem quer trabalhar de forma independente” justifica Alan Santos, 21 anos, que reformou o carro velho do pai porque não conseguia nenhum emprego pela comunidade.
Portanto, quem for um dia para Cachoeira e se deparar com carros de sons publicitários, não se espante, pois é peculiar na cidade.
Ana Clara Barros, Astrude Modesto, Ernest Bowes e Ted Sampaio
quinta-feira, 19 de abril de 2007
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