quinta-feira, 26 de abril de 2007

Universidade aumenta a perspectiva dos alunos

A diretora do Colégio Estadual da Cachoeira, Ineida Amorim, relata que a chegada da UFRB só veio a contribuir na perspectiva dos alunos do Ensino Médio, que hoje visam seu ingresso em uma universidade pública, fato que os professores vêm percebendo depois da vinda da universidade para a cidade. A prefeitura vem ajudando esse ingresso de alunos em uma universidade quando criou, este ano, um cursinho pré-vestibular para dar uma maior base aos alunos, ainda que o número de vagas seja insuficiente para a quantidade de alunos que gostariam de freqüentar, uma vez que, a maioria destes não pode pagar um curso particular. A diretora opina também que é necessário um entrosamento maior entre a universidade e a escola, fato que pode ser de grande benefício para as duas instituições.

Aline Pires, Joseane Vitena, Jamile Teixeira, Luciane Brito, Nirane Lopes

UFRB já é realidade

Há mais de seis meses a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia se encontra instalada de forma provisória no anexo do Colégio Estadual da Cachoeira e ministrando aulas. Os estudantes vieram de diversas cidades, formando um grupo acadêmico bastante diversificado e a maioria já está morando nas cidades de Cachoeira e São Félix, mas a maior parte dos moradores destas cidades ainda não se deu conta disso, seja por desconhecerem a importância de uma universidade ou mesmo pela falta de atividades de extensão por parte UFRB que se estenda para a comunidade. Para mudar esta situação, a UFRB cria o Projeto Conexão dos Saberes. Projeto que não só visa à assistência estudantil, mas também a integração entre a universidade e a comunidade. Os alunos que fazem parte desse projeto recebem um apoio financeiro. Em contrapartida, eles se encarregam de ajudar não só alunos de escolas públicas a ingressarem no ensino superior, em especial na UFRB, mas também ministrando palestras para a comunidade. Esta é uma forma da universidade estar mais próxima da comunidade cachoeirana. É importante salientar que esse projeto foi iniciado na UFRJ, e que vem se estendendo a outras universidades públicas do Brasil, devido ao êxito do projeto. O fato é que a Universidade já é uma realidade e, é importante a integração da comunidade acadêmica e local.

Aline Pires, Jamile Teixeira, Joseane Vitena, Luciane Brito, Nirane Lopes

Cinema na UFRB

Cultura: Exibição de filmes no CAHL procura integrar alunos e comunidade

Os estudantes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) promoverão a partir do dia 02 de maio uma sessão de cinema quinzenal no CAHL - Centro de Artes, Humanidades e Letras - às 18:00.
O CINECAHL foi uma idéia dos alunos de Jornalismo e História a fim de promover uma interação entre comunidade e universidade.
Em cartaz, já nesta primeira semana, estará o filme Diamante de Sangue, de Edward Zwick.
As sessões serão seguidas de uma análise crítica do filme, realizada pela comissão responsável.
O valor simbólico do ingresso será de apenas R$ 1,00.

Elton Vitor, Gabriel Amaral Pires, Jadson Dias, Lorena Andrade e Vander Luis.

Silêncio, por favor!

Transtorno: Carros de som publicitários ocasionam poluição sonora na comunidade de Cachoeira, em especial, próximos a hospitais e escolas.

O principal meio de publicidade da cidade são os carros de som, que anunciam desde promoções do comércio até notas de falecimento. Por falta de conhecimento ou simples desrespeito da lei, os carros passam por escolas e hospitais sem diminuírem o volume. No caso da UFRB, que funciona no anexo do Colégio Estadual da Cachoeira, os professores chegam a parar as aulas por não conseguirem competir com a altura dos anúncios.
Um projeto de Lei 7406/06, criado pelo deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), estabelece diretrizes, critérios e limites para o controle e fiscalização da emissão de sons e ruídos de qualquer natureza. A proposta considera prejudiciais à saúde e ao sossego público as emissões de sons e ruídos superiores aos limites estabelecidos no nível de critério de avaliação (NCA) para ambientes externos, definidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A desobediência dessas normas acarretará ao infrator as penalidades de advertência, multa, interdição temporária ou definitiva da atividade, fechamento do estabelecimento e apreensão da fonte sonora. O valor da multa será de R$ 1,5 mil. O produto arrecadado pela aplicação de multas deverá ser aplicado em programas da área de educação ambiental.
Este tipo de publicidade, comum na região do Recôncavo, já levou algumas cidades a se posicionarem. A cidade de Santo Antônio de Jesus, a 65 km de Cachoeira, proibiu no dia 16 de abril, a circulação de carros de som pelo centro e ruas adjacentes.

Elton Vitor, Gabriel Amaral Pires, Jadson Dias, Lorena Andrade e Vander Luis

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Reforma de trilhos interditam ruas de São Félix

No último mês, a população de São Félix presenciou a interdição de vias públicas para a recuperação dos trilhos que cortam a cidade. O conjunto de obras é realizado pela FCA (Ferrovia Centro Atlântico) em parceria com a Prefeitura Municipal de São Félix.
Segundo Iedo Costa, Secretário de Infra-estrutura do município, coube à prefeitura ceder material e mão de obra enquanto a FCA ficaria responsável pela troca dos trilhos, uma vez que os antigos já estavam ultrapassados e já não respondia com os padrões de segurança. “O trem que corta a cidade hoje já não é mais o mesmo de quando os trilhos foram colocados e por isso é necessária essa troca.” Disse o secretário.
Além da troca dos trilhos, também estão sendo recuperadas partes do calçamento consideradas de baixa qualidade.
Quando entrevistada, Karina Madureira, Secretária de Ação Social fala que as obras não têm criado transtornos à população, de forma que não inviabiliza o transporte ferroviário nem o comércio local, “o único transtorno se dá pela mudança da rota dos veículos que são desviados para uma outra via”, disse.
A obra encontra-se em fase final de desenvolvimento causando a interdição da ponte por algumas horas.

Ana Clara Barros, Astrude Modesto, Ernest Bowes e Ted Sampaio

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Movimento estudantil da UFRB se organiza

No mês de abril, na câmara de vereadores de Cachoeira, com importantes presenças como a de Paulo Gabriel Nacif, reitor interino da universidade, e efetiva participação estudantil, aconteceu, a rigores burocráticos, a doação de fato do quarteirão Leite Alves a Universidade Federal do Recôncavo (UFRB).
O prédio, antes sede de uma fabrica de charutos, está em processo de reforma desde julho de 2006 e previsões diversas já foram dadas sobre a entrega da obra. Atualmente, o campos da UFRB está localizado no anexo do Colégio Estadual de Cachoeira causando, por vários motivos, descontentamento ao corpo discente da universidade que, mesmo com um Diretório Central dos Estudantes (DCE) ainda em formação, organizou-se em protesto as debilidades estruturais da instituição.
Biblioteca, laboratórios específicos e a própria entrega da obra no quarteirão Leite Alves, foram os principais alvos do protesto, visto que toda universidade demanda livros, os cursos implantados demandam laboratórios e outro processo seletivo está previsto para o meio do ano, alem da implantação de novos cursos.

Andréia Costa, Sarah Peixoto, Ilani Silva, João Pedro

CAPS de Cachoeira desenvolve Projeto Social

Um projeto organizado pelo Centro de Assistência Psico-social Ana Nery, em Cachoeira, busca melhorar qualidade de vida de pessoas portadoras de distúrbio de ordem psicológica e mental. As medidas adotadas pelo CAPS visam melhorar a qualidade no atendimento médico e integrar os usuários do serviço à sociedade.
O Psiquiatra do CAPS, Dr. Antonio Amorim, afirma que com essa perspectiva de implantar medidas preventivas, futuramente o número de portadores de doenças mentais efetivas poderá decrescer.
O CAPS também conta com um serviço de semi-internamento, onde pacientes passam boa parte do dia desenvolvendo atividades com os profissionais de saúde, com intuito de promover uma maior interação entre pacientes e profissionais e, conseqüentemente, entre pacientes e a sociedade.

Elton Vitor, Gabriel Amaral Pires, Jadson Dias, Lorena Andrade e Vander Luis

S.O.S. Paraguaçu




O rio Paraguaçu, nome de origem indígena que significa “água grande, grande rio”, é o maior rio genuinamente baiano, tem cerca de 500 km de extensão, com sua nascente em Barra da Estiva, na Chapada Diamantina e sua foz na Baía de Todos os Santos. No seu caminho passa pelas cidades da Cachoeira e São Félix, onde sempre teve grande influência no desenvolvimento da região, servindo de transporte para as riquezas produzidas no Recôncavo, na época da colonização, infelizmente atualmente encontra uma triste realidade, a poluição de suas águas. As fontes de poluição estão ligadas a lançamentos de esgotos domésticos “in natura” e disposição de lixo doméstico a céu aberto, provenientes das cidades que ele margeia, e ainda a falta de responsabilidade social e pública perante essa situação. Mas apesar deste panorama, o rio tem grande atrativo turístico com belas paisagens, e ainda preserva lugares apropriados para pescaria e banhistas. É necessário apenas um pouco mais de atenção da sociedade perante esse lindo patrimônio, para que ele possa ser apreciado sempre por sua beleza e riqueza pelas gerações futuras.

Andréia Costa, Sarah Peixoto, Laiz Fraga, Ilani Silva, João Pedro e Roberta Costa.

Descaso artesanal

Protesto cultural: Artistas Cachoeirenses reclamam do descaso dos órgãos governamentais com o movimento artesanal.


A cidade de Cachoeira possui um grande número de artistas que trabalham com peças artesanais, mas se você andar pelas ruas vai encontrar poucas pessoas vendendo ou mostrando o seu meio de sobrevivência.
OBSTÁCULOS Não existe um local especifico para a demonstração desse tipo de atividade, as barracas geralmente ficam expostas nas calçadas do centro, local que atrapalha a passagem dos pedestres quando as pessoas param para comprar as peças, causando um tumulto no lugar instalado.
OPINIÃO DO ARTISTA Raimundo Pereira de Almeida, que começou a produzir brincos, colares, e anéis a partir do contato com hippies afirma que a cidade não incentiva os artesãos e que é preciso estar sempre viajando para outras localidades que possuem eventos culturais para manter o sustento.


Ilani Silva, Andréia Costa, Sarah Peixoto, Laiz Fraga, João Pedro

É dia de feira


Comércio Informal desemprego estimula o comércio informal na cidade .

A feira livre da cidade da Cachoeira tem uma diversidade enorme de produtos. Lá pode-se encontrar confecções, bijuterias, frutas, verduras, ervas, flores, produtos de limpeza e utensílios para o lar .
Essa feira acontece todas quartas, sextas, e sábados e tem cerca de 80 barracas de confecções, 28 barracas de bijuterias, 70 barracas de frutas e verduras e conta com quase 700 pessoas trabalhando segundo o ultimo censo feito pela Prefeitura Municipal de Cachoeira . Cada feirante paga R$2,00 á R$3,00 reais por barraca, todos os dias da feira .
É crescente a procura de barracas, por parte da sociedade, segundo Paulo César fiscal da prefeitura, esse aumento da procura por barraca, se deu com o crescimento das taxas de desemprego, as pessoas vêem na feira uma oportunidade de trabalho, já que o mercado de trabalho não as absorve.
Essa feira já é tradição em Cachoeira e tem grande importância não só comercial como cultural no cotidiano dos cachoeiranos .

Sarah Peixoto, Andréia Costa, Ilani Silva, Laiz Fraga, João Pedro

O perigo do aneurisma


Eliene Santiago, estudante de fisioterapia do Instituto Adventista de Ensino do Nordeste (IAENE), faleceu subitamente com uma forte dor de cabeça no mês de abril. A estudante fazia alguns exercícios físicos quando foi acometida pela dor.

SOBRE A DOENÇA
O laudo da necropsia revelou que a causa da morte foi o aneurisma cerebral. A doença se caracteriza por uma alteração na parede das artérias cerebrais, que causa uma dilatação local, formando uma bolha que, ao romper-se dentro do crânio, produz um aumento de pressão com perigo de compressão do centro respiratório, ocasionando a morte por parada respiratória. O aneurisma ocorre mais em adolescentes e adultos do que em crianças, é também mais comum ocorrer em mulheres do que em homens.
SINTOMAS
O principal sintoma é a cefaléia (dor de cabeça) acompanhada de vômitos e convulsões. Podem ocorrer também perda de consciência e queda súbita da pálpebra.
A dor de cabeça pode atingir altos níveis provocando rigidez da nuca, além de dores nas pernas e nos braços. Isso ocorre por que o sangue escorre da cabeça para a coluna e "irrita" as raízes nervosas provocando dor nas costas.
TRATAMENTO
Até o início da década de 90, tratava-se da doença apenas através de cirurgia. Com a evolução da medicina, desenvolveu-se uma nova técnica, a embolização por cateter, que consiste em introduzir um cateter na artéria da virilha e através deste promover o bloqueio do aneurisma com inserção de micro molas de platina.

Caio Barbosa, Gislene Mariano, Maiane Matos e Tamires Peixoto

Carros de som se destacam em meio publicitário

Um dos ramos de maior investimento em Cachoeira e São Felix é o de carro de som. É o meio de comunicação mais eficaz e de êxito, já que não existe um jornal de circulação local de grande porte, muito menos uma emissora local de televisão.
Os fins desse mecanismo de publicidade são variados. Vai desde notas de falecimento, a propagandas dos monopólios de mercados.
Na funerária de cachoeira, por exemplo, para cada caixão comprado, o cliente ganha o anúncio da morte de seu parente, ou afins, para o resto da comunidade. “Temos que competir no mercado de cachoeira, que apesar de cidade pequena, tem grande potencial para vendas e o único meio de propaganda, além da radio local, são os carros de som”, afirma o vendedor de materiais variados J. Lima.
E não é só para vendas que os carros de sons são contratados. Estudantes da UFRB, por exemplo, os contrataram para participar do trote e fizeram a maior festa na cidade pacata de Cachoeira. Além, é claro, de campanhas do governo, comícios de possíveis governantes e festas em cidades próximas.
“O carro de som, diferente das cidades grandes, Salvador e Feira de Santana, é um ótimo negócio para quem quer trabalhar de forma independente” justifica Alan Santos, 21 anos, que reformou o carro velho do pai porque não conseguia nenhum emprego pela comunidade.
Portanto, quem for um dia para Cachoeira e se deparar com carros de sons publicitários, não se espante, pois é peculiar na cidade.

Ana Clara Barros, Astrude Modesto, Ernest Bowes e Ted Sampaio

Ausência de lixeiras causa danos a Cachoeira

O acúmulo de lixo nas vias públicas de Cachoeira é percebido pela população local e por turistas que procuram a cidade, considerada Patrimônio Histórico da Humanidade. O problema se agrava pela ausência de lixeiras públicas, que resulta no lançamento desenfreado do lixo nas ruas.
A situação não é vista apenas nas periferias. No centro histórico, com destaque para a Avenida Beira Rio, o caso é ainda mais crítico. O lixo, sobretudo copos descartáveis lançados por freqüentadores dos diversos bares do local, é arrastado pelo vento e pela chuva para as margens do Rio Paraguaçu, que banha a cidade, ocasionando numa agressão à natureza.
IMPACTO AMBIENTAL
Ao atravessarmos a ponte D. Pedro II, que liga as cidades de Cachoeira e São Félix, presenciamos uma triste cena. Garrafas, plásticos, móveis velhos, pneus e materiais que teriam como destino o aterro sanitário são descartados no rio. É um desastre que afeta a todos, principalmente, ao ecossistema aquático.

Ana Clara Barros, Astrude Modesto, Ernest Bowes e Ted Sampaio

Da Escola para o Mundo das Artes

EDUCAÇÃO E ARTE
Escolas incentivam a admiração pelas artes.

A Secretaria Municipal de Educação do município de São Félix realiza como parte do seu ciclo de atividades o Projeto Arte e Educação, em que toda semana realiza visitas monitoradas com os alunos de 1ª a 4ª série ao Museu Hansen Bahia, Centro Cultural Danneman e Casa da Cultura Américo Simas.
Nessas vistas os alunos conhecem um pouco da história das Artes e aprendem a diferenciá-las entre plásticas, contemporâneas e artesanais. Essa iniciativa tem o objetivo de estimular o interesse das crianças, a valorização e a percepção do mundo das artes. O que pode representar futuramente uma nova cultura.

Aline Pires, Joseane Vitena, Jamile Teixeira, Luciane Brito, Nirane Lopes.

Licor e São João, tudo de bom



Em Cachoeira, onde as festas juninas são esperadas com empolgação, o licor é artigo primordial. Faltando dois meses para o São João, o consumo e a produção da bebida, que ajuda a animar a festa, cresce consideravelmente.
Rosival Pinto, 46 anos, conhecido como Roque, vive, como muitos outros cachoeiranos, da venda do licor. Um pequeno balcão e duas portas amplas de uma casa como qualquer outra da cidade de Cachoeira, esconde uma fábrica artesanal de licor. Roque, demonstra orgulho do seu negócio e revela que aquela é a primeira fábrica da cidade: “Existe desde meu avô, que passou a técnica para meu pai e hoje eu tomo conta do negócio”, conta Roque.



Laiz Fraga, Ilani Silva, Andréia Costa, Sarah Peixoto, João Pedro Prado, Roberta Costa.