Deputado fala da TV
digital e diverge de Lula
O deputado federal Walter Pinheiro (PT-Ba), veio a Cachoeira para participar do Seminário de Atualização Profissional, realizado pelo curso de comunicação da UFRB e disparou algumas farpas contra o governo.
Em participação, hoje pela manhã, em uma conferência com estudantes do curso de Jornalismo da UFRB e estudantes do Colégio Estadual da Cachoeira, o deputado federal falou mais de duas horas sobre a TV digital e suas implicações para o futuro das telecomunicações brasileiras.
Deixando claro que o que estava em jogo era a democratização da comunicação e informação, o deputado falou sobre as implicações do uso da futura TV digital para que seja ampliada a rede e os meios que estão dentro da comunicação e divulgação da informação. No inicio de sua fala, Pinheiro bateu levemente nas grandes redes de televisão e nas teles, mas deixou claro que “seria estupidez da minha parte falar mal da emissora A ou B”.
Entrando na parte técnica sobre a TV digital o deputado ainda respondeu sobre como a televisão englobaria as varias funções de outros meios, como já fazem a telefonia com o rádio e a própria televisão.
Foi formado um grupo de estudos para criar um modelo brasileiro, mas o modelo que o governo escolheu foi o japonês. A escolho do modelo nipônico, não afeta o uso de outros modelos, segundo o deputado, pois um pesquisador da PUC-RJ já desenvolvera um aparelho que seria capaz de operar nos diferentes modelos.
Questionado sobre o porquê que o presidente cedeu à pressão dos lobistas, sendo ele mesmo um vitorioso nas eleições em que a grande imprensa só criticou e literalmente desceu o cacete o deputado falou: “o governo tem medo da pressão da imprensa por isso o jeito é o congresso tomar a frente”, se referindo ao uso do modelo brasileiro de TV digital. Falando que para que a TV tenha êxito é preciso criar uma rede de capilaridade das transmissões.
No fim, ainda falou que já esteve com o governador Jacques Wagner, e lhe disse que se a AGECOM não tivesse um projeto que não fosse burocrata, a agência seria transformada em um balcão de negociação das despesas com propagando do governo.
Elton Vitor, Gabriel Amaral Pires, Jadson Dias, Lorena Andrade, Vander Luis
segunda-feira, 7 de maio de 2007
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